De joia a paredão: resumo da rodada traz otimismo para grandes de São Paulo

da Bet61: Embora não haja representantes dos clubes de São Paulo no G4 do Brasileirão, a quinta rodada trouxe:

da dealer poker: Motivos para reforçar uma perspectiva de momentos e posições melhores para Palmeiras, São Paulo e Corinthians. Estêvão, Zubeldía e Carlos Miguel, respectivamente.

Por enquanto, a liderança está dividida entre Athletico e Bahia, ambos com dez pontos

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O fim de semana marcado também pelos adiamentos dos jogos dos três gaúchos, em decorrência da enchente que assola o Rio Grande do Sul.

Estêvão tem futuro (e presente)

O Palmeiras não foi brilhante contra o lanterna Cuiabá e ainda assim venceu. Mas nos meses finais de Endrick, Estêvão salta aos olhos e já desponta como garoto da base que vai herdar os holofotes.

A jogada que gerou o pênalti — entortando marcadores e fazendo fila até ser derrubado na área — e até a batida que trouxe o segundo gol foram uma mostra (outra) da qualidade desse garoto de 17 anos.

Ele já tinha sido responsável pelo gol da vitória sobre o Botafogo-SP pela Copa do Brasil, quinta-feira, e vai somando momentos neste início de trajetória no time profissional.

Estêvão foi o tempero da segunda vitória do time de Abel Ferreira, que está em sexto, com oito pontos. O técnico, claro, se derreteu. E ainda criou um mistério sobre o desejo ter todos os jovens do Palmeiras sob seu comando também no futuro.

Um dos paredões é do Corinthians

O único 0 a 0 dos sete jogos realizados no fim de semana foi entre Corinthians e Fortaleza. E muito por causa do desempenho dos goleiros.

No caso do Corinthians, Carlos Miguel. O gigante de 2,04m fechou a meta de um lado e mostra consistência e segurança nessa tentativa de recuperação do time na temporada.

Enquanto isso, o ídolo Cássio segue no banco e vê seu substituto se destacar, embora o time, a equipe, como um todo, ainda tenha problemas.

O Corinthians só venceu um jogo no Brasileirão até aqui. Mas contar com um goleiro seguro é um bom alicerce para resolver as coisas na frente.

Zubeldía invicto no São Paulo

O trabalho de Zubeldía à frente do São Paulo tem se destacado, mesmo longe do MorumBIS. Ele ainda está invicto à frente do tricolor. Fora de casa? 100% de aproveitamento.

O triunfo sobre o Vitória, por 3 a 1, trouxe mais uma atuação que merece destaque, embora o jogo tenha ficado condicionado com a expulsão de um defensor do time baiano ainda aos sete minutos do primeiro tempo.

Luciano foi protagonista, com dois gols. James Rodríguez? Nem para o jogo foi.

Ontem eu tive a possibilidade de fazer um compacto e ver junto com meu estafe os gols de Luciano em 2023. Porque eu conheço os jogadores, mas às vezes eu preciso lembrar com imagens. E se você olha os gols de Luciano em 2023 e anos anteriores também, pode se dar conta de que o que fez hoje não é uma casualidade. Não é uma casualidade. Luis Zubeldía, técnico do São Paulo

Expulsão ‘The Flash’ e entrevista indevida

O cartão vermelho recebido por Wagner Leonardo, do Vitória, gerou uma reação em cadeia até inusitada por parte do zagueiro do Vitória. Ele foi flagrado pelo VAR dando uma cotovelada em Calleri.

Assim que o intervalo começou, ele voltou a campo — algo não permitido a quem é expulso — e fez questão de dar entrevista à beira do gramado.

Detonou a arbitragem, embora a imagem tenha mostrado o “gatilho” com o cotovelo. E olha que Luciano tentou tirá-lo da área de entrevista.

“Fico chateado porque é a maior injustiça cometida comigo dentro do futebol. Estou aqui para a judar a minha equipe. E com cinco minutos é prejudicada. Estou aqui para falar sobre a minha insatisfação e chateação com a arbitragem brasileira. Acaba nos prejudicando. A gente tem um trabalho lindo dentro de campo, só que por forças maiores a gente consegue demonstrar dentro de campo porque a gente não sabe o que está acontecendo dentro do Brasil”, disse o zagueiro.

Lei do Ex ao contrário

Hugo Moura subverteu a “Lei do Ex”. Se você, torcedor, está acostumado a ver gols de jogadores contra o time que ele já defendeu no passado, o volante do Vasco redefiniu o conceito. Negativamente.

Um erro bobo de passe/domínio/decisão comprometeu o Vasco diante do Athletico. Hugo se embananou: não deu o passe tão forte a ponto de fazer com que a bola chegasse ao goleiro Léo Jardim e nem ficou com ela dominada para sair jogando de outra forma.

Perdeu a posse. Desesperado e como último homem, fez uma falta. Vermelho direto, ainda aos 15 minutos do primeiro tempo. O Vasco quase tomou gol na cobrança de falta que veio logo em seguida. Seria um requinte de crueldade e tanto. Mas o cruz-maltino não conseguiu reverter o efeito de ter um jogador a menor por 75 minutos.

E ainda tem um detalhe contratual e financeiro. Hugo Moura está emprestado pelo Athletico. O Vasco será obrigado a comprá-lo por 2 milhões de dólares (cerca de R$ 10 milhões), a partir do quinto jogo em que ele atuar.

A partida deste domingo foi a quarta. A quinta, com a expulsão, foi adiada por pelo menos uma rodada.

Flamengo sobe o tom nas críticas

A rodada foi marcada pela elevação da revolta do Flamengo com a arbitragem. O questionamento tem dois motivos: a anulação de uma expulsão de Luan Cândido, do Red Bull Bragantino, e a não marcação de um pênalti em Luiz Araújo, já nos instantes finais.

A estratégia da diretoria foi tirar Tite da coletiva e chamar atenção para o próprio discurso. Na visão de Marcos Braz e Bruno Spindel, o Fla estava sendo prejudicado, enquanto outras equipes, que pressionaram o árbitro, tiveram decisões controversas a favor. A referência explícita foi ao Botafogo de John Textor.

“É quem bate mais forte na mesa, quem briga mais que está levando? É (para) isso que a CBF tá se ajoelhando? É quem dá porrada na mesa, quem bate, quem faz ilações perigosíssimas? A gente tem que ver como vai fazer, porque o campeonato não vai acabar bem”, disparou Marcos Braz.

Zagueirão de centroavante? Deu ruim

O Botafogo perdeu a liderança na rodada em um contexto tático inusitado. O time empatava com o Bahia no Nilton Santos, até que o técnico Arthur Jorge sacou o lateral-direito Damián Suárez e colocou o zagueiro Alexander Barboza.

A questão é que, na prática, Barboza foi jogar de centroavante. Jorge não é o primeiro a fazer isso. Mas a alteração mexeu com o posicionamento da linha defensiva. E o Bahia encontrou o gol do triunfo minutos depois da alteração.

“A minha função é tomar decisões. Obviamente é que pensamos numa forma de chegar ao gol. Tínhamos mais bolas nos corredores, tentamos colocar mais um homem junto ao Júnior (Santos). Optamos pelo Barboza porque é alto. Tentamos ganhar o jogo, a intenção foi exatamente essa. Não é um treino que faço especificamente, é uma situação de recurso”, admitiu o treinador do Botafogo, que caiu para terceiro colocado.

Apoio aos gaúchos

A ausência de três jogos na rodada – Grêmio x Criciúma, Cruzeiro x Internacional e Juventude x Atlético-GO – é um problema relativamente pequeno perto do sofrimento pelo qual a população do Rio Grande do Sul está passando, diante da enchente em várias cidades. Porto Alegre, por exemplo, é uma das cidades afetadas. O cenário dos dois principais estádios da cidade, o Beira-Rio e a Arena do Grêmio, não escaparam dos alagamentos.

No jogo Athletico x Vasco, os times posaram com uma faixa para demonstrar solidariedade e ainda teve minuto de silêncio em homenagem aos que morreram durante a semana.

O São Paulo até entrou com um QR code na manga da camisa para direcionar a um endereço de doações de recursos para ajudar os necessitados. Luciano até comemorou um dos gols apontando para o local, incentivando a ajuda.